FAZEDORES DE TENDAS OU PROFISSIONAIS EM MISSÕES






FAZEDORES D E TENDAS, PROFISSIONAIS EM MISSÕES 

Texto Básico – Atos 18:1-5 

Versículo-chave – 2 Tessalonicenses 3:7-9 “Estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos … jamais comemos pão à custa de outrem … por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos”. 


IIUSTRAÇÃO:  De zero para um milhão, uma breve história do evangelho no Nepal – Há 60 anos não havia presença cristã reconhecida no Nepal. Em 1952, o rei hindu convidou profissionais para irem, trabalharem e contribuírem com o desenvolvimento comunitário, engenharia e ciência florestal. 
O rei foi muito claro em suas expectativas: os profissionais deveriam trabalhar em suas diferentes áreas, mas eram proibidos de qualquer atividade de proselitismo. Como algumas outras organizações, a Interserve passou pela porta aberta e enviou profissionais missionários para o Nepal. 
Qual a situação da igreja nepalesa hoje? De zero passou para mais de um milhão de cristãos. Como isso foi possível?! 


Não existe qualquer lei no mundo que proíba alguém de fazer amizades, de ser um profissional do modo como Jesus seria e de responder a perguntas sobre a sua própria fé. Com o testemunho de vida daqueles profissionais, o evangelho penetrou a cultura e se estabeleceu. Nasceu uma igreja nacional. 

QUEM É UM FAZEDOR DE TENDAS 

A estratégia dos fazedores de tendas é abrangente e tem muitas aplicações. Uma definição que reflete bem esse ministério é: “Fazedores de tendas são discípulos de Jesus Cristo que, chamados por Deus e comissionados pela sua igreja, usam seus dons, talentos e habilidades profissionais para servir ao Senhor em um contexto transcultural”. 

1 – O uso da profissão em missões 

Para muitos cristãos, a ideia de usar habilidades e experiência profissional para sustentar a obra missionária tem sua origem no exemplo do apóstolo Paulo. 

Em Atos 18:1-3, lemos que ele se encontrou com Áquila e Priscila, e uma vez que tinham o mesmo ofício, fazedores de tendas, passaram a trabalhar juntos. Entendemos disso que Paulo, sendo um rabi, foi treinado em um ofício que o ajudaria a se sustentar. Do exemplo desse apóstolo, cresceu a ideia de um missionário, “fazedor de tendas”, que usa suas habilidades profissionais para se sustentar, enquanto faz missões. 

Esse exemplo tem sido uma contribuição valiosa ao ajudar a igreja a ver a importância de usar a profissão no serviço do reino de Deus, por meio de missões. 

Infelizmente, por outro lado, tem gerado mal-entendido. O fato de Paulo ter-se sustentado por um tempo em Corinto não significa que essa foi sua estratégia principal no ministério de missionário pioneiro, como alguns têm sugerido. 

Uma análise do Novo Testamento revela que Paulo foi sustentado por meio de uma combinação de ofertas de igrejas com o trabalho dele e de sua equipe. Também Paulo sabia, às vezes, como passar necessidade sem desistir (Filipenses 4:12). 

2 – Missionário autossustentado 

Infelizmente, o termo “fazedor de tendas” se tornou sinônimo de “missionários auto-sustentado”, que, na realidade do mundo de hoje e devido à grande necessidade dos povos menos alcançados, tem se tornado uma definição cada vez menos apropriada. Por isso, alguns preferem usar o termo “profissional em missões”. É muito mais apropriado pensar na estratégia dos fazedores de tendas em termos de identificação com a comunidade alvo do que pensar na fonte de sustento. 

Assim, um profissional cristão que vai para um lugar hostil ao trabalho de missionários tradicionais para ser testemunha e, por meio da sua profissão, se identifica com a comunidade exemplifica muito melhor a essência da estratégia de fazedores de tendas do que a questão de onde vem seu sustento. Especialmente quando lembramos que, na grande maioria de casos, o fazedor de tendas é enviado e sustentado pela sua igreja, tanto quanto o missionário tradicional.

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